Indústria

O desenvolvimento industrial acontece com por meio de alterações nas formas e lógicas de produção. São os chamados modelos produtivos, as formas de se produzir. Eles estão associados as revoluções industriais. Chamamos de revolução industrial quando um modelo produtivo novo supera o anterior, causando verdadeiras transformações na organização produtiva mundial e no mundo do trabalho.

Antes de assistir as aulas dê uma boa olhada na galeria de imagens abaixo e responda mentalmente o que elas possuem em comum
Assista as aulas abaixo na sequência para não perder nenhum detalhe
Reproduzir vídeo
O surgimento da indústria e o rompimento com uma maneira de fabricar as coisas
Reproduzir vídeo
A escolha dos locais para instalação das fabricas e as primeiras fontes de energia
Reproduzir vídeo
Começa uma corrida por matéria-prima e por novos clientes
Reproduzir vídeo
Começa uma disputa e uma "guerra" entre as regiões para atrair as indústrias
Reproduzir vídeo
Como as indústrias são divididas e quais são seus modelos de negócios
Reproduzir vídeo
Começa uma corrida por matéria-prima e por novos clientes

O processo de industrialização


A atividade industrial consiste em um processo de transformação da matéria-prima em outros produtos. Nas
sociedades pré-industriais a economia está ligada ao comércio de produtos naturais. Assim a lucratividade e
a produção dependiam do tempo da natureza. A população estava em sua grande maioria localizada no
campo, pois era o local que gerava emprego.

Com a Revolução Industrial surge o meio técnico e a lucratividade passar a ser definida pelo desenvolvimento
de novas técnicas que possibilitam uma maior produção. Assim, criam-se oportunidades na cidade que
passam abrigar um maior contingente populacional – mão de obra – para trabalhar nessas indústrias. É a
partir dessa lógica que é possível afirmar que o processo de urbanização é concomitante ao processo de
industrialização de um país.


Cabe relembrar que a Primeira Revolução Industrial (1789) deriva de um momento caracterizado pela
mudança dos processos artesanais (produção manual sem uso de máquinas) para as maquinofaturas
(intenso uso de máquinas no processo de fabricação). A Segunda Revolução Industrial (1850) é a evolução
produtiva dessa primeira fase, com a incorporação de um modelo produtivo. A Terceira Revolução Industrial
(1970) corresponde a introdução do meio-técnico-científico-informacional a estrutura produtiva das empresas.


Fatores locacionais da indústria


Nesse contexto, a indústria é um importante fator de atração demográfica e econômica e parte fundamental
do processo de urbanização. No momento de optar por uma localidade, as indústrias são atraídas pelas
vantagens competitivas, que são características de um lugar que garantem àquela indústria maior
competitividade no mercado. Entre os fatores locacionais, podem-se citar:


• Matérias-primas: mineral, agropecuária.
• Energia: carvão, petróleo, gás, eletricidade, etc.
• Mão de obra: qualificada ($$$) ou pouco qualificada ($).
• Tecnologia: parques tecnológicos, universidades, centros de pesquisa e desenvolvimento.
• Mercado consumidor: tamanho daquele mercado e poder aquisitivo.
• Logística: disponibilidade e custos competitivos de transporte e armazenagem.
• Rede de telecomunicações: telefonia fixa e móvel, internet, etc.
• Complementaridade: proximidade de outras indústrias importantes.
• Incentivos fiscais: redução ou isenção de impostos concedida pelo Estado nas três esferas de poder.


Cabe ressaltar que a localização das indústrias está diretamente associada as suas necessidades e
capacidades técnicas. Por exemplo, na primeira fase da Revolução Industrial os fatores de localização eram
muito regulados pela disponibilidade de matéria-prima, dada a dificuldade do desenvolvimento dos
transportes naquele período. Sem essa infraestrutura as indústrias precisavam encontrar um meio termo
entre disponibilidade de matéria-prima, existência de um mercado consumidor e disponibilidade de fontes de
energia. Lembre-se na primeira fase da Revolução Industrial o carvão mineral era a principal fonte energética.


No contexto da segunda fase da Revolução Industrial esses fatores passam a ter uma importância diferenciada. Com uma melhor infraestrutura de transportes, novas técnicas produtivas a indústria aumentou sua produtividade e com isso criou a possibilidade de produzir um produto em determinado país e comercializá-lo em áreas cada vez mais distantes. Assim, passa a ser buscar novos mercados consumidores e novas fontes de matéria-prima fora do país de origem da produção industrial. É nesse contexto que ocorre os projetos imperialistas sobre a África e Ásia.


Com a crescente concorrência entre as empresas e a busca por novos mercados, foi exigida uma melhor infraestrutura de transportes. Com isso cada vez mais esse fator locacional passou a ser importante e aqueles países que detinham uma melhor infraestrutura de transportes conseguiam ser inserir melhor na economia.
No contexto da terceira fase da Revolução industrial, o desenvolvimento dessa infraestrutura possibilitou que
as indústrias se localizassem em novas áreas com outras vantagens locacionais, como uma mão de obra mais barata.


É nesse contexto que passa ocorrer o processo de desconcentração industrial. As indústrias, se aproveitando
desse incrementado fator locacional (transporte), começam a migrar para outros países. Esse processo foi impulsionado, inclusive, pelos incentivos fiscais dados pelo Estado, como doação de terreno, isenção de impostos. Uma forma dos países, no contexto de concorrência global, atrair as indústrias.


Nesse tópico vimos diversos fatores locacionais e como eles vão se alterando durante as fases da Revolução Industrial. É importante ressaltar que eles continuam importantes, embora uns sejam mais significativos que outros.


Tipos de indústria


Considerando que o processo industrial consiste na transformação da matéria-prima em outro produto
existem diferentes etapas produtivas e, portanto, tipos de indústria. Entre os tipos de indústria é possível destacar:


Indústria de base: indústria de sustentação que produz matéria-prima para outras indústrias, como o caso da
Companhia Siderúrgica Nacional que produz diferentes produtos metálicos que vão servir de matéria prima para outras indústrias. Essas indústrias demandam grande quantidade de matéria-prima e energia e, portanto, faz mais sentido estarem localizadas próxima desses fatores.
Indústrias intermediárias: indústrias que produzem maquinário e ferramentas para outras indústrias. É denominada de indústria de bens de capital.
Indústria de consumo: indústrias cujo produto irá direto para o consumidor. É dividida em indústria de bens
de consumo duráveis (geladeira, televisão, carro) e bens de consumo não duráveis (alimentos, roupas).
Logicamente, essas indústrias fazem mais sentido estarem próximas de seu mercado consumidor. Porém, com uma boa infraestrutura de transporte nada impede que elas se localizem longe de seus principais pontos de venda.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *