Relações de trabalho

Entenda um pouco como eram as condições dos trabalhadores desde a Primeira das Revoluções Industrias

Passamos por uma série de evoluções na indústria, chamamos essas transformações de Revoluções Industriais, da manufatura a inteligência artificial, muita coisa evoluiu nesse meio, mas e as relações de trabalho? E as condições dos trabalhadores, o que mudou de lá pra cá?

Inicialmente a máquina a vapor foi a tônica de fonte de energia para mover as máquinas. Depois o processo se intensificou com o domínio da eletricidade e dos motores a combustão interna movidos a derivados do petróleo, como a gasolina e o óleo diesel.

A partir da intensificação dos processos fabris a Revolução Industrial contribuiu para a consolidação do que entendemos como o capitalismo moderno. Formaram-se ali de maneira clara dois novos grupos sociais: a burguesia industrial e o operariado.

burguesia industrial é a classe dos proprietários dos meios de produção, também denominados capitalistas. Dos donos das matérias-primas, das fábricas, das máquinas, dos bancos, das terras e de outros bens. Ela se apropria dos lucros gerados pelo aumento da produtividade proporcionado pelas novas máquinas.

operariado ou proletariado é o trabalhador operário que surgiu com a Revolução Industrial e que em troca da sua força de trabalho recebe um salário para sobreviver.

Relações de trabalho

Selecione o número para ver o texto

O salário paga apenas uma parte do seu tempo de trabalho, o restante é apropriado pelo capitalista.

Os operários eram submetidos a condições desumanas de trabalho. As fábricas geralmente eram quentes, úmidas, sujas e escuras. As jornadas de trabalho chegavam a 14 ou 16 horas diárias, com pequenas pausas para refeições precárias.

Muitos trabalhadores adquiriram doenças respiratórias por causa do ar poluído que vinha das máquinas.

Os movimentos repetitivos dos braços desgastavam as articulações do corpo e causavam intensas dores.

Alguns operários sofriam graves acidentes de trabalho e ficavam incapacitados para o resto da vida.

Os patrões incentivavam o trabalho infantil, pois as crianças recebiam salários mais baixos e eram mais obedientes (o trabalho de crianças a partir de seis anos era comum nas fábricas inglesas).

Mulheres e crianças recebiam um terço do salário de um homem.