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Revolução verde

Seria a revolta dos vegetais?

Representa um conjunto de inovações tecnológicas que têm o intuito de melhorar as práticas agrícolas.

O primeiro país a aplicar o conceito foi o México e seu uso espalhou por vários países, que aumentaram significativamente sua produção de alimentos.R

O que foi?

A Revolução Verde tem sua origem após a Segunda Guerra Mundial (1939-1945) quando a fome era um problema real em países da África subsaariana e da Ásia meridional.

A Revolução consistiu em usar a melhor tecnologia para produzir mais alimentos no mesmo espaço de terra. Deste modo, se desenvolveram sementes de plantas geneticamente modificadas que produziam mais, tinham melhor resposta a fertilizantes e maior resistência a pragas.

Além disso, tratou-se aplicar os métodos modernos de gerenciamento das fábricas ao campo. Para isso, se começou a pesquisar a melhor forma de equalizar as limitações do terreno, como falta de irrigação, maior desempenho de implementos agrícolas como plantadeiras e colheitadeiras

Todas estas ações já eram utilizadas pelos agricultores ao longo da História da humanidade. No entanto, agora são atitudes próprias de uma sociedade industrial e capitalista.

Uma breve história

Norman Borlaug mostra o trigo que ajudou a criar

O mentor da Revolução Verde foi o agrônomo norte-americano Norman Borlaug (1914-2009). Na década de 30, Borlaug começou a pesquisar variedades de trigo resistentes à pragas e doenças.

Os estudos de Borlaug atraíram a atenção do governo mexicano que o chamaram para coordenar, em 1944, o Programa de Produção Cooperativa de Trigo do México.

Os trabalhos foram desenvolvidos em parceria com a americana Fundação Rockefeller.

O programa aplicado no México resultou em plantas com maior desempenho no campo. Desta maneira, fizeram o país, antes importador, autossuficiente na produção de trigo.

 

No período de 1950 a 1960, outros países passaram a adotar o conceito de maior produtividade no campo aplicando sementes transgênicas. Os governos do Brasil, Índia, Paquistão e Filipinas estão entre os que adotaram o método de Borlaug.

Em 1968, o presidente da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional, William Gaud, classificou as novas técnicas do campo como “revolução verde”.

De fato, Borlaug recebeu ao Prêmio Nobel da Paz em 1970, por suas contribuições para redução da fome mundial.

Os países desenvolvidos também aplicaram o sistema agrícola criado por Borlaug e reduziram a dependência da importação de alimentos. Podemos citar os Estados Unidos, que passaram a exportar trigo a partir de 1960.

O conceito foi aplicado a outros produtos e a busca pela maior produtividade passou a balizar a agricultura.

O desenvolvimento de técnicas para irrigar o solo melhorou o desempenho agrícola, antes refém do regime de chuvas. A irrigação também contribuiu para aperfeiçoar o uso de fertilizantes, fungicidas e pesticidas.

A melhoria na relação de produtividade beneficiou diretamente países pobres, como a Índia, que passou a exportar arroz.

Para se fazer uma ideia, em 1964, a Índia produziu 9.8 milhões de toneladas de trigo. Em 1969, a produção alcançou 18 milhões de toneladas.

O Paquistão viu sua produção de grãos crescer de quatro para sete milhões de toneladas neste mesmo período.